Personalidade pt

Qual dos sete pecados capitais mora em você?

Da soberba à preguiça, os sete pecados capitais atravessam séculos de teologia e a Divina Comédia de Dante. Veja qual deles aparece nas suas escolhas do dia a dia, e o lado bom que ele esconde.

Quizzes criados por usuários podem referenciar marcas, personagens ou pessoas reais com fins de entretenimento. O FunSona não é afiliado a essas marcas e não garante nem endossa nenhuma associação oficial.

Sobre este quiz

A lista dos pecados capitais nasceu com monges do deserto egípcio no século 4, que falavam em oito maus pensamentos. No século 6, o papa Gregório Magno a reorganizou em sete, e a Divina Comédia, de Dante, deu a cada um imagens inesquecíveis. Este quiz trata o tema com humor e autoconhecimento.

O que você vai descobrir

Você descobre qual pecado capital mais aparece nas suas escolhas, como a tradição o descrevia, que imagem Dante criou para ele e qual o lado positivo desse traço no dia a dia, junto com a virtude que a tradição lhe opõe e uma sugestão prática.

Como a pontuação funciona

São dez situações comuns, de uma tarde livre a um engarrafamento. Cada resposta vale pontos para um dos sete pecados, e o resultado é o mais pontuado. É uma brincadeira de autoconhecimento, sem julgamento moral: todo mundo carrega um pouco de cada um.

As 10 perguntas de "Qual dos sete pecados capitais mora em você?"

Veja tudo o que vai ser perguntado. Suas escolhas em cada pergunta definem o resultado final.

  1. 1. Você ganhou uma tarde livre inesperada. O que faz?

    • Vou atrás daquele restaurante que eu morria de vontade de provar.
    • Deito no sofá e deixo a tarde passar.
    • Organizo as contas e penso em como fazer o dinheiro render.
    • Resolvo de vez aquela discussão que estava engasgada.
  2. 2. Num grupo de amigos, qual costuma ser o seu papel?

    • O que dá a palavra final.
    • O que repara em tudo o que os outros conquistaram.
    • O que puxa a festa e as conversas mais animadas.
    • O que topa qualquer programa, desde que não precise organizar.
  3. 3. Alguém aponta um erro seu na frente de todo mundo. Qual a sua primeira reação?

    • Explico, com calma, por que na verdade eu tinha razão.
    • Respondo na hora, e não muito educadamente.
    • Penso por que ninguém aponta os erros de certas outras pessoas.
    • Dou de ombros: amanhã ninguém lembra.
  4. 4. Caiu um dinheiro extra na sua conta. Para onde ele vai?

    • Direto para a reserva; dinheiro guardado é dinheiro seguro.
    • Para um jantar caprichado, com entrada e sobremesa.
    • Para uma experiência intensa: um show, uma viagem, um perfume caro.
    • Para algo que mostre que eu cheguei lá.
  5. 5. O que mais te irrita num engarrafamento?

    • Quem fura a fila pelo acostamento.
    • Ficar parado com fome, longe do almoço.
    • O carro do lado, bem melhor que o meu.
    • Motoristas que dirigem pior que eu, ou seja, quase todos.
  6. 6. Escolha uma sobremesa.

    • Um rodízio de sobremesas, sem limite.
    • Fondue de chocolate à luz de velas.
    • A que já vem incluída no preço do almoço.
    • A que já está pronta na geladeira.
  7. 7. Um amigo conta que foi promovido. O que passa pela sua cabeça?

    • Fico feliz, mas já calculando quanto ele vai ganhar a mais que eu.
    • Pergunto se tem vaga para mim e quanto paga.
    • Lembro a ele quem deu as melhores dicas.
    • Me revolto com o meu chefe, que nunca me promove.
  8. 8. Como você lida com uma regra que parece injusta?

    • Brigo até ela mudar.
    • Ignoro; regras são para quem precisa delas.
    • Sigo, porque contestar dá muito trabalho.
    • Quebro, se ela atrapalhar algo que eu quero muito.
  9. 9. Como seria o seu sábado à noite perfeito?

    • Uma festa até amanhecer, com dança e música alta.
    • Um jantar longo, de muitos pratos.
    • Pijama, série e cama cedo.
    • Qualquer programa, desde que seja melhor que o dos meus amigos.
    • Em casa mesmo, porque sair custa caro.
  10. 10. Qual destes conselhos você mais precisa ouvir?

    • Dividir também é ganhar.
    • Nem todo desejo precisa ser atendido agora.
    • Respire antes de responder.
    • Chega um ponto em que mais é demais.
    • A grama do vizinho também tem falhas.
Responder as 10 perguntas

Os 7 resultados possíveis

Cada combinação de respostas leva a um destes perfis.

Soberba
O seu pecado é a Soberba, também chamada de orgulho. Para o papa Gregório Magno, que no século 6 organizou a lista em sete, ela era a raiz de todos os vícios, tão grave que ele a colocou acima da própria lista: é a ideia de que a gente se basta. Na Divina Comédia, Dante coloca os orgulhosos no primeiro terraço do Purgatório, andando curvados sob pedras enormes, para aprender a olhar para baixo. Em você, ela aparece como confiança. Você conhece o próprio valor, tem padrões altos e não se contenta com o mais ou menos. Gosta de reconhecimento, costuma liderar sem pedir licença e raramente larga uma discussão antes de provar o seu ponto. Essa segurança inspira, e muita gente segue você justamente por isso. Humildade, a virtude que a tradição opõe à soberba, não significa se diminuir. Significa conseguir dizer "eu errei" sem sentir que o mundo desabou. Experimente, esta semana, pedir a opinião de alguém sobre algo que você acha que já sabe fazer bem. Ouvir de verdade não tira o seu brilho; só deixa ele mais bem informado.
Avareza
O seu pecado é a Avareza, o apego excessivo ao dinheiro e às posses. Na Divina Comédia, Dante coloca os avarentos no quinto terraço do Purgatório, deitados de bruços, presos ao chão como em vida estiveram presos aos bens. Na literatura, o retrato mais famoso é Ebenezer Scrooge, de Um Conto de Natal, de Charles Dickens, publicado em 1843. No dia a dia, esse pecado costuma se disfarçar de ambição e prudência. Você planeja, poupa, pensa no longo prazo e não gosta de desperdício. É bom de negociação, enxerga oportunidades antes dos outros e dificilmente é pego desprevenido. Para os amigos, é a pessoa a quem se pede conselho antes de qualquer compra grande. O risco é a segurança virar prisão. Quando tudo precisa render, sobra pouco espaço para o prazer de gastar com quem você ama, ou de dar sem esperar nada de volta. A virtude oposta, a generosidade, também se treina: escolha um gesto por semana, um presente, um tempo, uma ajuda, que não precise trazer retorno nenhum. Você vai perceber que dividir também enriquece.
Luxúria
O seu pecado é a Luxúria, que na tradição cristã significa o desejo sem medida, a busca do prazer acima de tudo. Na Divina Comédia, Dante imagina as almas dominadas por esse impulso no segundo círculo do Inferno, arrastadas sem parar por uma tempestade de vento, numa imagem de quem já não consegue escolher para onde vai. Traduzida para a vida real, ela vira intensidade. Você vive tudo com força: a música, a comida, as paixões, as amizades, os planos. É magnético, expressivo e tem um talento raro para aproveitar o momento, transformando um dia comum em algo memorável. Perto de você, ninguém fica indiferente, e as pessoas se sentem mais vivas. Na lista das virtudes, o contraponto da luxúria é a castidade; numa leitura mais ampla, a palavra é autocontrole. A intensidade é ótima até o momento em que o desejo do instante passa por cima dos seus planos ou dos limites de outras pessoas. Antes de uma decisão por impulso, tente esperar um dia e ver se a vontade continua lá. O que sobreviver à espera merece o seu tempo.
Ira
O seu pecado é a Ira. Na Divina Comédia, Dante coloca os irados no terceiro terraço do Purgatório, caminhando dentro de uma fumaça tão densa que não deixa ver nada, a mesma cegueira que a raiva provoca quando toma conta. Muito antes dele, o filósofo romano Sêneca já tinha escrito um tratado inteiro sobre como domá-la. O lado luminoso da ira é o senso de justiça, e você tem de sobra. Você não aguenta ver alguém sendo passado para trás, fala o que pensa e defende os seus com unhas e dentes. É intenso, corajoso e honesto, e as pessoas sabem exatamente onde estão com você. Quando algo precisa mudar, você costuma ser o primeiro a se levantar. Ninguém está pedindo que você engula o que sente. A paciência, virtude que a tradição opõe à ira, pede só um intervalo entre a emoção e a reação. Sêneca sugeria exatamente isso: dar tempo à raiva, porque ela costuma diminuir com a espera. Na próxima vez em que sentir o sangue subir, conte até dez ou durma antes de responder.
Gula
O seu pecado é a Gula, o desejo de comer e beber além da necessidade. Os monges do deserto que criaram as primeiras listas de pecados a colocavam em primeiro lugar, porque achavam que ela abria a porta para os outros excessos. Dante, no Purgatório, mostra os gulosos magros e famintos, passando diante de árvores carregadas de frutas que não conseguem alcançar. Na sua versão, a gula é gosto pela vida. Você aprecia uma boa mesa, conhece os melhores lugares para comer, adora cozinhar e reunir gente em volta de um prato caprichado. Sabe aproveitar o conforto, o descanso e as pequenas recompensas do dia, e transforma qualquer encontro numa celebração. Saber quando parar é o que a tradição chama de temperança, a virtude contrária à gula. O prazer fica melhor quando tem medida: a segunda fatia raramente é tão boa quanto a primeira. Coma devagar, sem tela, prestando atenção em cada garfada, pelo menos numa refeição por dia. Um prato saboreado com calma rende mais do que dois engolidos às pressas.
Inveja
O seu pecado é a Inveja, a tristeza diante do bem dos outros. Na Divina Comédia, Dante imagina os invejosos no segundo terraço do Purgatório com as pálpebras costuradas com arame, para que deixem de vigiar a vida alheia. No Brasil, a expressão popular deu até cor ao sentimento: quem sente muita inveja fica roxo. O que ela te dá de bom é um olhar atento e competitivo. Você repara em tudo, percebe rápido quem está crescendo e usa a comparação como régua para melhorar. É ambicioso, exigente consigo e tem faro para injustiças no reconhecimento, porque sente na pele quando o mérito não é bem distribuído. O problema da comparação é que ela sempre coloca os seus bastidores ao lado do palco dos outros. A virtude oposta, a caridade, começa por torcer de verdade por alguém. Na próxima vez em que sentir aquela pontada, transforme-a numa pergunta: o que exatamente eu queria ter? A resposta costuma ser um objetivo, e objetivos dão para perseguir sem diminuir ninguém.
Preguiça
O seu pecado é a Preguiça, que nas listas antigas tinha um nome mais estranho: acídia, uma espécie de desânimo da alma. Os monges do deserto a chamavam de demônio do meio-dia, porque ela atacava nas horas quentes e longas, quando tudo parecia sem sentido. Dante, no quarto terraço do Purgatório, faz os preguiçosos correrem sem parar, para compensar o tempo perdido. Bem dosada, a preguiça vira calma, e é assim que ela aparece em você. Você sabe descansar, não entra em pilha à toa e tem uma tranquilidade que faz falta num mundo apressado. Evita conflitos desnecessários, respeita o próprio ritmo e é ótima companhia para um dia sem pressa. Muitas vezes, enquanto todos correm, você encontra o caminho mais simples. Descansar não é o problema; o que pesa é o projeto adiado até perder o sentido. A tradição chama de diligência a virtude que se opõe à preguiça, e ela começa pequena. Escolha uma tarefa que você vem empurrando e faça só os primeiros cinco minutos dela hoje. Começar costuma ser a parte mais difícil, e o resto anda mais leve do que parece.
Publicidade

Comentários

0
Faça login para comentar